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8月23日 22. A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER
Por Elenilson Nascimento Eu já estava entediado lendo esse livro (mesmo com o título paradoxalmente engendrado) de Milan Kundera, quando me deparei com o seguinte: “Existem cada vez mais universidades e cada vez mais estudantes. Para desenrolar seus pergaminhos é preciso que eles encontrem temas de dissertação. Existe um número infinito de temas pois pode-se falar sobre tudo e sobre nada. Pilhas de papel amarelado se acumulam nos arquivos que são mais tristes do que os cemitérios porque neles não vamos nem mesmo no dia de Finados. A cultura desaparece numa multidão de produções, numa avalanche de sinais, na loucura da quantidade. Creia-me: um só livro proibido em seu antigo país significa muito mais do que os milhares de vocábulos cuspidos pelas nossas universidades”. Pronto, isso foi o ponto de partida para eu me jogar (prestando mais atenção) e arriscar galgar tortuosos degraus da escada que me conduziria ao patamar da escrita arrevesada que (imaginava eu) compunha o confuso triângulo amoroso entre o cirurgião mulherengo Tomas (que tinha como hábito urinar na pia), a fotografa romântica Tereza e a pintora modernosa Sabina. “A Insustentável Leveza do Ser” não é o tipo de livro que fica por muito tempo ao lado da minha cabeceira, mas tenho que admitir que por alguns momentos ele me fez flutuar sensivelmente entre os discursos filosóficos de Confúcio, Pascal ou até mesmo de Nietzsche – além das críticas ao filho de Stalin que, quando preso, morreu eletrocutado numa cerca de alta-tensão por não querer limpar as latrinas que ele próprio sujava – e também a mera narrativa amorosa de romances de quinta categoria de bancas de revistas. Mas, acima de tudo, as idéias defendidas por Kundera contidas nos sete capítulos (muitas vezes sem caracterização alguma) sobre relacionamentos amorosos, me deixaram muito confuso e, por alguma razão, me fez lembrar do filme “A Casa do Lago” (estrelado por Sandra Bullock e Keanu Reeves) com a paciente “arte” da espera. Porém, o próprio autor explica dentro do livro: “As perguntas realmente sérias são aquelas – e somente aquelas – que uma criança pode formular”. Acho que por mais que Kundera tenha tentado dá um nó em minha cabeça sua mensagem foi transpassada para o meu subconsciente, tanto que acabei usando um pensamento dele no meu novo romance “Os Enforcados” que atualmente ando trabalhando, quando Kundera diz que “um livro aberto era como um sinal de reconhecimento de uma fraternidade universal”. CHATEAÇÃO ROMÂNTICA – Aplaudido por uns, criticado por outros, o livro se apresenta cheio de interrogações num enredo não-linear e de forte teor psicológico. E, antes de qualquer coisa, apresenta também uma imensa lista de devaneios e sentimentos contraditórios, de dar sem saber o que pedir em troca, de infelicidades indefinidas, de vazios mentais cheios de nada, de uma estranha forma de amar traindo, de viver num limbo constante entre a felicidade desmesurada e o precipício. Uma chateação romântica repleta de frases dúbias: “A idéia de que embaixo Franz é um homem adulto, e em cima um recém-nascido que mama – e, (...) nunca mais lhe dará seu seio como uma cadela à sua cria, hoje é a última vez, irrevogavelmente a última!”. Mas, ao mesmo tempo, o autor consegue se superar: “Se o eterno retorno é o mais pesado dos fardos, nossas vidas, sobre esse pano de fundo, podem aparecer e toda a sua esplêndida leveza”. E respirei fundo. Respirei num compasso marcado pelo peso da leveza introspectiva das páginas, cruzei com Karenin – uma cadela batizada com nome inspirado num romance de Tolstói. Imaginei Sabina, a irresistível amante de Tomas, e lembrei da música “Eduardo e Monica” da Legião Urbana. Percebi um autor indigesto e marcado pela mão pesada do comunismo soviético, um país (Checoslováquia) mergulhado numa profunda crise de identidade e, fundamentalmente, um povo fustigado pela – e com raiva da – ditadura imposta. Fechei o livro várias vezes. Tentei gostar de Kundera e das suas asserções, mas confesso: é uma coisa meio deprê. Descobri que o cara é complicado – muito mais complicado do que eu – que gosta de números, de dividir a sua obra de forma a (também) fazer dela um instrumento de análise para a numerologia; e que tentou escrever de forma simples sobre coisas complexamente bonitas, mas que se perdeu quando as transformou em coisas melancolicamente difíceis: como uma relação amorosa. VOZ ESQUIZOFRÊNICA – “Os personagens de meu romance são minhas próprias possibilidades que não foram realizadas. É o que me faz amá-los, todos, e ao mesmo tempo a todos temer. Uns e outros atravessaram uma fronteira que eles atravessaram (fronteira além da qual termina o meu eu). E é somente do outro lado que começa o mistério que o romance interroga. O romance não é uma confissão do autor, mas uma exploração do que é a vida humana na armadilha que se tornou o mundo. Mas basta. Voltemos a Tomas.” (Kundera: 1999:252). Mas o autor, independente das suas mais subjetivas colocações, parece demonstrar um estado de tédio sufocante que me atormentou a cada passagem de páginas. Tudo no livro me pareceu por demais incompleto, principalmente na voz esquizofrênica do narrador – e eu fui, dessa forma, descobrindo com mais cuidado, que não se tratava apenas da voz de uma personagem qualquer, até quando o Kundera acusa a imprensa de ser manipulada pelo Estado. A partir daí, enredo, foco narrativo, personagens, tempo, espaço, etc. tudo é descrito de maneira eufórica, cambaleante e confusa. Nada é o que parece ser. Até as crises de consciências de Tomas por trair Tereza com Sabina. Ou Sabina por trair Tomas com um tal de Franz – que surgiu na história de lugar algum. E o Franz, como força do destino, acaba traindo Sabina com uma estudante de óculos sem nome. Mas como disse o próprio autor: “Seu drama não era de peso, mas de leveza”. DIEGESE – Não quero com isso entrar num processo degenerativo da obra, na procura desesperada do ser biográfico, mas sim de uma persona ou sujeito ficcional que insurge no romance como uma voz que se desloca e ao mesmo tempo se prende às personagens e à diegese. Lá pela quinta parte do livro, Tomas perde o seu valioso emprego como cirurgião num hospital por causa de um artigo sobre Édipo de Sófocles publicado num jornaleco qualquer. Não entendi absolutamente nada nessa parte sobre o que o autor quis passar e o mais improvável acontece: de cirurgião renomado, Tomas acaba como limpador de janelas pelas ruas de Praga (com uma longa vara de lavar vidraças) e “consolo de senhoras desavisadas”, as quais ele chama de “mulheres-girafa” ou “mulheres-cegonha”. Argumentação horrível do senhor Kundera, para quem queria descrever um personagem que ficava excitado só de pensar na possibilidade de uma trepada. Num dos parágrafos encontramos uma sugestiva cena sobre um comportamento muito comum hoje em dia entre casais modernos – o ato de fazer “fio-terra” no parceiro: “Ele tinha a mão colocada sobre seu sexo úmido e escorregou o dedo até o ânus, seu lugar preferido em todas as mulheres. Ela o tinha extremamente protuberante, o que sugeria com nitidez a idéia do longo tubo digestivo que terminava ali com uma ligeira saliência. Apalpou o anel firme e sadio, o mais belo de todos os anéis, chamado esfíncter em linguagem médica, quando, de repente, sentiu os dedos da mulher-girafa colocarem-se no mesmo lugar de seu traseiro. Ela repetia todos os seus gestos com a precisão de um espelho”. PERSONAGENS ESMAGADOS – Mas se manter um relacionamento é uma coisa muito difícil nos dias de hoje, o autor classifica as pessoas em simples categorias – só faltou colocar códigos de barra. A primeira categoria é descrita como aquela que procura a aprovação do público. Na segunda estão os que não podem viver sem ser o foco de olhares familiares. Na terceira, muito comum, os que têm necessidade de viver sob o olhar do ser amado. E por fim, a mais rara, os que vivem sob o olhar imaginário, os sonhadores. Então, o autor mata os personagens principais esmagados sob um caminhão. Será que ele quis dizer que todos os sonhadores terminam da mesma forma? Mas, antes de sermos esquecidos, descreve Kundera, seremos transformados em kitsch (*pessoas de vidas simétricas transformadas em devaneios). No último capítulo, mais uma vez fugindo do enredo, Kundera descreve o início da loucura de Nietzsche que em 1889 vê um cocheiro espancando com um chicote o seu cavalo. Nietzsche abraça o pescoço do animal, e sob o olhar do cocheiro, explode em soluços. Kundera confessa ser esse Nietzsche que ele ama. Achei demasiadamente propício a explicação, como também muito bonita as cenas da morte de Karenin. O enredo novamente é centrado em Tomas e Tereza que, já haviam sido mortos pelo autor em algumas páginas anteriores, terminam a noite num bar dançando e filosofando sobre a vida em comum e sobre essa insustentável leveza de ser apenas um ser humano. P.S. Esse livro acabou virando um filme dirigido por Phillip Kaufman (que também dirigiu “Os Eleitos”), com Daniel Day-Lewis, a maravilhosa Juliette Binoche e Lena Olin no elenco e que ainda recebeu duas indicações ao Oscar. (“A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER” de Milan Kundera, Mestres da Literatura Contemporânea, romance, 315 págs. 1983 - Record)
* Texto originalmente publicado no jornal O Rebate em 24 de agosto de 2007. 8月3日 21. OS DEZ MANDAMENTOS PARA O SÉCULO XXI
Iniciei recentemente um debate pela comunidade LITERATURA CLANDESTINA (Orkut) para falar sobre Deus e religião. Acabei ficando muito surpreso com algumas respostas autoritárias de alguns. Descobri (mesmo não querendo) que é muito complicado abrir um diálogo com qualquer tema polêmico e que talvez venha desagradar aos mais puritanos, mesmo assim, temos a obrigação de fazê-lo para acabar com essa monopolização de informações e com essa mesquita de terror quando envolvemos questões de cunho religioso e/ou comum de todos. Porém, até hoje eu fico surpreso com pessoas que se dizem muito esclarecidas, pois são as primeiras a demonstrarem preconceitos burros. Às vezes não sei direito se algumas querem dizer: “não roubarás pai e mãe” ou “fornicarás nas festas” nos seus discursos fabricados, muitas vezes, em bancos universitários. E este é justamente o tema central do livro “Os 10 Mandamentos Para o Século XXI” do filósofo agnóstico, autor e jornalista Fernando Savater.
Nascido em 1947 em San Sebastián, Savater formou-se em Filosofia. Durante um tempo foi catedrático de Ética, mas atualmente leciona Filosofia na Universidade Complutense de Madri e milita na iniciativa cidadã “Basta Ya”. Considerado um dos pensadores mais destacados da Espanha, Savater já teve publicado cerca de 50 livros, entre suas numerosas obras salientam-se “Ética Para Amadores” (1991), traduzido para 18 línguas. Esse velhinho barbudo, com cara de Papai Noel e muito simpático é conhecido como o Sartre espanhol e já foi até comparado a Salman Rushdie (ainda vou tricotar comentários sobre os “Versos Satânicos” de Rushdie). Como escritor, recebeu em 1982 o Prêmio Nacional de Ensaio e o Prêmio Anagrama. Em 2000, ganhou o Prêmio Ortega y Gasset de jornalismo. Mas Savater também se destaca no cenário político e foi condecorado, também em 2000, com o Prêmio Fernando Abril Martorell, por sua contribuição para a defesa e a difusão da liberdade, da tolerância e dos direitos humanos e com o prêmio Sajarov de Direitos Humanos, concedido pelo parlamento europeu, por sua luta contra a onda de terror imposta pelo grupo independentista basco ETA. Infelizmente, toda essa visibilidade lhe rendeu, além das premiações, a condição de ter que andar somente acompanhado de escolta de seguranças. Nem por isso suas idéias deixaram de estar sempre marcadas por uma rebeldia reflexiva (coisa que eu sinto muita falta nos autores contemporâneos e nos meus colegas professores), pelo humor e pela fina ironia.
Porém, só o título do seu livro “Os 10 Mandamentos Para o Século XXI” bastaria para instigar qualquer pessoa inteligente a ler essa obra. Savater analisa com elegância e ironia os ultrapassadíssimos “Dez Mandamentos” divulgados por Moisés, os aproximado do ponto de vista do século XXI. Sem afastar da realidade e sem esquecer as questões que nos interessam esta obra percorre as Dez Leis de Yahvé (*Deus) uma a uma, desde o "AMARÁS A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS" até ao "NÃO COBIÇARÁS OS BENS ALHEIOS"; da sua explicação histórica e bem humorada, passando pela ambígua proibição de roubar ou o dever de honrar os progenitores. Mas achei cômico o capítulo sobre “NÃO DESEJARÁS A MULHER DO PROXÍMO”, pois o autor diz ser uma coisa antiquada. Nessas indagações Savater, com o seu profundo sentido de humor e também com mordacidade, oferece ao leitor uma reinterpretação audaciosa, polêmica, moderna e universal dos principais tabus e preocupações humanas, traçando um rico painel da história da crença, da religião e da própria humanidade num dos códigos morais e sociais mais antigos do mundo.
Se servir de alguma coisa, volto a lembrar que sempre questionei a existência desse Deus “assassino”, “monopolizado” e “tirano” das igrejas. O certo é que, por trás de toda essa superficialidade com que lidamos com este tema em nossos dias, a presença desse Deus faz parte das assombrações da humanidade há séculos. Os judeus que fugiram do Egito, por exemplo, estavam sempre imaginando de que maneira podiam se esquivar das ordens que emanavam dos tais Dez Mandamentos. E o que andamos fazendo hoje? “Não faltam estudos sérios que põem em dúvida a própria existência de Moisés e a veracidade de fatos como o Êxodo do Egito. Outros dizem que não existiu um Jesus tal como chegou até os nossos dias, e sim que ele é a soma de situações criadas por diferentes homens chamados igualmente de Jesus (coisa que eu também acredito) – as quais foram fundidas numa única história para melhor compreensão do povo”, questiona Savater. E embora isso pareça muito paradoxal, neste caso a verdade histórica não tem importância, porque se trata da transmissão da suposta verdade divina à humanidade. E aquela história de aliança com Deus? Tratava-se de um Deus (piedoso?) que havia oferecido a um povo (escolhido?) um projeto em comum. Tudo isso baseado num acordo que os insignificantes mortais deveriam cumprir sem dar um pio, porque, do contrário, esse Deus ciumento e terrível lançaria as piores desgraças sobre eles. E isso é o que eu chamo de amar a sua criação!
O autor afirma ainda que a cultura constitua um ingrediente essencial de humanização e que neste sentido a filosofia - ou qualquer outro ato de entendimento - nos ajuda a conviver com as nossas insolúveis interrogações e aflições. Liberdade, por tanto, seria autocontrole, porém os “representantes” de Deus deram a conhecer aos seus seguidores fanáticos qual seria a moldura do funcionamento social e quais seriam também as conseqüências para quem ultrapassasse essas fronteiras. Eu chamo isso de liberdade condicional. E a “coisa” deu mesmo certo porque hoje em dia é muito difícil conversar sobre religião com evangélicos fanáticos ou com os católicos cada vez mais alienados por esse tal de Rat(o)zinger ou, até mesmo, em simples comunidade pelo Orkut.
Lembro de uma vez em que uma atendente de uma locadora de vídeo que freqüento (evangélica por sinal) me ignorou só porque eu disse que detestei “A Paixão de Cristo” de Mel Gibson e que era humanamente impossível Jesus ter sofrido uma carnificina como aquela mostrada no filme. Mas, mesmo não gostando muito, prefiro desligar o botão STOP de convivência, pois os que falam em seu nome são uma verdadeira dor de cabeça – prova disso são alguns comentários (sempre que eu toco nesse assunto) que teimam em infestar a minha caixa de mensagens, feitos por esses “caiapós” (*aqueles que parecem com macacos), sempre nos sugerindo e ordenando o que temos de fazer de acordo com o nível de poder deles. Savater explica que, para terem um funcionamento bem oleado, as sociedades modernas 'requerem eficientes virtudes' e deste modo os Dez Mandamentos, que estão solidamente inscritos no inconsciente coletivo, constituem sem dúvida o arquétipo de todas as funções de controle ideológico dos homens.
Agora, já pensou se o Brasil fosse governado por um regime de fanáticos islâmicos ou aliado a Bin Laden? O que dizer do Paquistão, país muçulmano e dono de seu próprio arsenal de armas nucleares – e tudo em nome de Deus. Para explanar o perigo que a alienação religiosa provoca, a exemplo do jihadismo islâmico representa para o Paquistão, nada melhor que o confronto em Lal Masjid, ou Mesquita Vermelha (para quem não conhece: acho melhor começar a assistir telejornais todos os dias), que terminou com uma centena de mortos, segundo a Globo (ou o dobro de vítimas, segundo a versão da Band) e tudo em nome de Deus. O resultado é que persiste a falta de uma estratégia confiável para vencer a guerra ideológica entre a civilização e o fundamentalismo islâmico. Isso tudo é de dar calafrios. E viva a intolerância religiosa!
E o que você tem a dizer sobre o documento divulgado pelo Vaticano, onde o papa intolerante Bento Rat(o)zinger reforça um aspecto da doutrina católica? O tal documento reafirma a Igreja Caótica como a “única Igreja de Cristo”. Como se ele próprio tivesse passado um e-mail, um fax ou talvez tenha interpelado junto a CNN exigindo a propagação da “nova ordem”. Esse Bento Rat(o)zinger dificulta o diálogo desde que tomou conta do trono de São Pedro, mas bancar as madalenas enganadas não passa de jogo de cena dos cristãos e não-católicos. Como o próprio nome da Igreja expressa como ela sempre se enxergou melhor do que todas as outras. A Igreja é Católica (palavra de origem grega que significa “universal”). Apostólica (fundada por Pedro e Paulo, herdeiros diretos da “verdade” de Jesus). E Romana (não há legitimidade cristão fora do âmbito papal). Mas pedante do que isso, só o Renan Calheiros e o ACM (agora morto). E depois vocês ainda vêem dizer que eu é que sou o autoritário. Me deixe, viu!
Em suma: “Os 10 Mandamentos Para o Século XXI” de Fernando Savater é um livro essencial para quem quer entender como funciona essa manipulação de mentes. Com introduções nos inícios dos capítulos em que se dirige diretamente ao próprio Deus, tratando-o por você e às vezes recriminando-o, e ajudado pelas opiniões de um rabino (Isaac Sacca) e de um padre católico (Ariel Alvarez), que fornecem o contraponto às mordazes e agudas observações de Savater. E Deus nos mandou amá-lo sobre todas as coisas. Aí eu me pergunto e lhe pergunto também: você precisa que o amem tanto assim? Mas pelo menos eu comprei este livro por R$ 10,00 no balaio das Lojas Americanas. (“OS 10 MANDAMENTOS PARA O SÉCULO XXI” de Fernando Savater, 225 págs. Rio de Janeiro, 2004 – Ediouro) |
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